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Arquidiocese presente no 4º Congresso Vocacional do Brasil


  Postado dia 12/09/2019 categoria Arquidiocese por usuário Karina Freitas.


Entre os dias 5 a 8 de outubro, aconteceu em Aparecida, junto ao Santuário Nacional, o 4º Congresso Vocacional do Brasil que reuniu cerca de 700 animadores vocacionais do Brasil. Representando a Arquidiocese de Santa Maria esteve participando o Pe. Clécio, coordenador do Serviço de Animação Vocacional em nossa Igreja Particular.

Entre os principais assessores estavam os padres Pe. Angelo Mezzari, que falou sobre A Caminhada Vocacional do Brasil, e também o Pe. Amedeo Cencini que tratou propriamente sobre Vocação e Discernimento.

Percebe-se que a nível de Brasil algumas coisas ainda não foram assimiladas desde o primeiro congresso vocacional. Essas fragilidades são percebidas também em nossa arquidiocese. A principal é a compreensão de que a vocação à santidade é anterior a qualquer vocação específica. A verdade da vocação à santidade parecia esquecida, contudo com o documento Gaudete et Exultate, do Papa Francisco, espera-se que esse assunto este mais presente nas comunidades católicas, pois trata propriamente da vocação de todo batizado.

Outros dois documentos importantes e citados durante o Congresso, foram o documento final do sínodo dos jovens, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, bem como a Exortação Pós Sinodal Christus Vivit. Desses documentos o que ficou claro é a necessidade de suscitar e acompanhar processos, e não impor percursos. E do mesmo modo, que a animação vocacional é prioritária na Igreja, porque estamos falando da vocação de todo batizado.

Pe. Ângelo trouxe uma frase forte “Quem é, seja realmente”. É a hora da verdade sob o ponto de vista vocacional apontando para uma necessidade de coerência entre padres e consagrados e consagradas.


Entre os elementos trazidos pelo Pe. Amedeu Cencini é possível destacar que os jovens são o termômetro da sociedade, são lugar psicológico, e que os jovens são o meio pelo qual a sociedade experimenta o mundo em mudança. Nesse sentido, a Igreja corre o risco de abandonar o jovem em sua busca por não conseguir compreender que o mundo muda. Pe. Amedeu apontou também para o fim do cristianismo sociológico, que possibilita entre nós a primeira geração que realmente faz discernimento, a começar pela própria decisão de ser cristão, de fazer um itinerário de fé.

Entre suas falas cheias de esperança ele motivou “O tempo atual é cheio do Espírito de Deus, não é o fim da Fé, não é o fim das vocações, mas de algumas vocações ou de uma certa vocação”. Que suas palavras possam inspirar o trabalho vocacional em nossa Arquidiocese.


Entre os apelos do Congresso estão as Equipes Vocacionais Paroquiais que precisam ser reavivadas, e também as Equipes Vocacionais Diocesanas que, de modo geral, estão desmontadas. Nas expressões do Pe. Amedeu Cencini, que possamos nos abrir ao Deus eternamente chamante, que nos quer unidos a Ele. Que possamos nos entregar com empenho para o trabalho da animação vocacional.