Categoria Arquidiocese do site


A igreja de Santa Maria à escuta da Evangelii Gaudium.


  Postado dia 22/10/2019 categoria Arquidiocese por usuário Karina Freitas.


“A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG, n. 1). Foi a partir desta intuição do Papa Francisco que as áreas pastorais Imaculada e Medianeira, durante todo este ano de 2019, participaram do projeto A igreja de Santa Maria à escuta da Evangelii Gaudium. Este projeto se uniu às reuniões mensais que as áreas tradicionalmente promovem para a formação e articulação das programações a nível paroquial e a nível de área.

Encampado pelo Gabinete de Projetos de extensão do Curso de Teologia da Faculdade Palotina - FAPAS, as palestras foram facilitadas por acadêmicos e professores da mesma instituição.

O processo formado ao longo dos encontros foi realmente suscitado pelo Espírito Santo. Uma vez que, delimitado o tema e os números referenciais da própria Evangelii Gaudium, os palestrantes desenvolveram as abordagens de modo concatenado e sistemático. Desde o primeiro encontro a temática da Nova Evangelização para a transmissão da fé sempre esteve presente.

O primeiro elemento destacado foi O encontro com Cristo, enfatizando que toda a Ação Evangelizadora parte de uma grande alegria obtida unicamente no encontro com o Senhor Crucificado Ressuscitado, com Jesus Vivo em cada ‘hoje’ da história. Os cristãos da primeira hora tinham esta convicção muito viva dentro de seus corações. Cada agente de pastoral, em sua própria pastoral, é chamado a reviver o seu Encontro com Cristo. A partir deste encontro a vida adquire um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. Portanto, o testemunho do agente de pastoral é o termômetro de um verdadeiro encontro com Jesus Vivo e Verdadeiro.

No entanto, num mundo cada vez mais globalizado e, por sua vez, mais secularizado, o cristão tem diante de si um contexto bastante complexo ao qual deve discernir à luz do Evangelho quais são as reais alegrias e esperanças do mundo atual. Por isso, foi preciso que o segundo elemento enfocado nas formações fosse A Pastoral em Chave Missionária como resposta à Evangelização nos grandes centros urbanos, a fim de destacar que o agente de pastoral não pode andar disperso com muitas coisas, quando uma coisa só é necessária. É necessário, portanto, termos foco em nossas atividades pastorais.

Fomos também inspirados pelo testemunho das primeiras comunidades (At 2,42-47) que baseavam sua vivência cristã em quatro pilares fundamentais: “assíduos ao ensinamento dos apóstolos” – pilar da palavra; “à comunhão fraterna” – pilar da caridade; “à fração do pão” – pilar do pão; “à oração” – pilar da ação missionária. E estes pilares, como os leitores já bem o sabem, fazem parte das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora para a Igreja no Brasil. Em suma, é importante, nas nossas ações pastorais, ter em mente que “Jesus não chamou discípulo, mas sim discípulos”.

O quarto elemento destacado provocou os agentes a serem “Messias”; a terem as mesmas ações que Jesus teria no nosso cotidiano. Este pressuposto leva a considerar a fé que carregamos em nossas comunidades como um valioso tesouro que carregamos em “vasos de barro”. Não obstante, a fé, necessariamente, deve ser compartilhada, caso contrário, acaba mal cheirando dentro do pobre vaso que a carrega. Por outro lado, quanto mais a fé for compartilhada mais ela se torna viva e ardente no coração dos fiéis.

E, como o leitor pode constatar, há na Igreja uma diversidade muito grande de dons e carismas, suscitados pelo Espírito Santo. E, por isso, abordamos na formação Elementos específicos sobre os ministérios leigos, fazendo ver que o primeiro dom é o próprio batismo, a partir do qual, os batizados são unidos no Único Corpo de Cristo, que possui muitos membros. A ação de cada um dos membros é importante para a vida orgânica da comunidade. E, o elemento que dá vitalidade são as grandes virtudes, onde, bebendo da fonte da fé, da esperança e da caridade, o cristão é revigorado e, como que, reabastecido pela Graça.

O último, mas não menos importante, elemento destacado na formação foram Pistas de ações para a renovação da estrutura paroquial em chave missionária. Na ocasião, vendo a realidade das opiniões das pessoas sobre “igreja”, foi assinalado que a resposta a todas as opiniões é a santidade. Uma vez que: ela se trata do “rosto mais belo da Igreja” (GE, n. 9), e que o homem sempre é atraído pelo belo, e ainda, que “o horizonte para que deve tender todo caminho pastoral é a santidade” (NMI, n. 30). Então, a santidade é o plano de pastoral mais indicado para os dias de hoje. Será “a santidade que salvará o mundo” – parafraseando Dostoievsky.

Portanto, ao leitor que nos acompanhou até aqui, agradecemos a atenção e pedimos que, no seu dia a dia, procure ser o santo que Deus pensou para salvar aquela realidade. Deus nos abençoe!